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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Advogado e morador do Palace II esperam respostas

Matéria de minha autoria veiculada no SRZD.

Há exatamente dez anos a vida de várias famílias do edifício Palace II, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, sofreu uma transformação. Era um sábado de carnaval e o prédio desabou parcialmente, matando oito moradores. Após seis dias, os peritos decidiram implodir o edifício, pois haviam encontrado areia de praia na construção e pilares ocos. Até hoje as famílias lutam na Justiça em busca de indenizações, sem sucesso.

O professor de Física Afonso Ferrario foi uma das vítimas e carrega até hoje a dor causada pelo desabamento do prédio. Afonso diz que não estava no Brasil quando o Palace II desabou e afirma que ainda tem esperanças de que a justiça será feita.

SRZD - Quando houve o desabamento o senhor estava viajando. Como ficou sabendo do ocorrido? Foi no mesmo dia?

Afonso Ferrario -
Eu estava com a minha família em Nova York, esperando um tornado sair de Orlando para que pudéssemos viajar para lá. Enfim, o tornado passou, nós fomos para Orlando e ao ligar para o Brasil para comunicar à família que estávamos bem, soubemos do desabamento.

SRZD - O que o senhor sentiu ao perceber que teria que recomeçar uma nova vida?

AF -
A sensação é de impotência como cidadão porque tudo é muito difícil no Brasil, principalmente perdendo tudo de maneira inconseqüente.

SRZD - Como foi a sua vida após o desabamento, o que mudou e como o senhor passou a viver?

AF -
A minha vida profissional não mudou muito porque mantive meus empregos, apenas tendo que acrescentar mais alguns. A vida pessoal sofreu uma surpresa desagradável: veio a síndrome do pânico! Minha esposa contraiu distúrbio bipolar, que fez com que ela se desencantasse nesses anos todos com o comportamento da nossa "JUSTIÇA", fazendo uma psicossomatose de tal maneira que suas reservas de energia física foram terminando. Aí uma pneumonia a levou à morte.

SRZD - Que tipo de ajuda o senhor recebeu da construtora?

AF -
Nenhuma!

SRZD - Como as pessoas próximas ao senhor reagiram?

AF -
Pessoas próximas foram muito solidárias nos ajudando a reconstruir nossa vida familiar. Sou eternamente grato aos meus alunos e ex-alunos que na época se envolveram bastante com nossa dor e nos deram muito conforto espiritual e também material.

SRZD - O senhor tem a esperança de que a justiça ainda seja feita?

AF -
Tenho sim porque acredito em Deus! Ele pode tudo! Até mudar pessoas do poder judiciário que sejam sensíveis as causas de tragédias.

Lentidão

Nélio Andrade, advogado da associação das vítimas dos Palace II, lamentou o fato de a justiça brasileira “ser muito morosa”.

“Oito pessoas morreram com o desabamento e de lá para cá, sete outras pessoas já faleceram sem receber um tostão das suas indenizações”, disse o advogado das vítimas em entrevista a Sidney Rezende, na CBN. “Quero lutar por essas pessoas, para que elas recebam centavo por centavo. O senhor Sérgio Naya sabe que eu sou a pedra na chuteira dele, pois consegui botá-lo na cadeia por duas vezes.”

Nélio Andrade disse ainda que está tentando conseguir um mandado de prisão pela terceira vez, pelo crime de falsidade ideológica. Segundo ele o ex-deputado Sérgio Naya não é um homem de caráter por não ter cumprido acordos previamente estabelecidos.

Quando Sidney Rezende afirmou que o advogado de Naya havia confirmado que o seu cliente não tinha dinheiro para pagar as vítimas, Nélio Andrade foi bem irônico: “Ele é um fanfarrão, pois para a mídia ele fala uma coisa e para nós, outra!”.

2 comentários:

Laurächen disse...

Notícia de destaque no SRZD!

=D

Apenas o início de um jornalista de sucesso =)


Diz aí, Sampaio! (lembra dessa?! haha)

Anônimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu